A maldição da droga aos 27 anos, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Cobain e Amy Winehouse
Amy Winehouse: a morte aos 27 anosTal como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain, a voz de “Rehab” apagou-se aos 27 anos.Estávamos em finais de 2006 quando pela primeira vez ouvimos falar de Amy Winehouse.
Em outubro daquele ano, a londrina lançava Back To Black , o álbum que ficaria para a história da pop da última década como casa dos êxitos “Rehab”, “You Know I’m No Good”, “Tears Dry on Their Own” ou “Love is a Losing Game”. Com ele se iniciou uma tendência que, até hoje, ainda não estancou – a da soul-pop retro no femininino – e com ele se criou, também, uma estrela como já não estávamos habituados a ter por perto. Franzina e aparentemente espontânea, com um visual que de imediato se tornou icónico, Amy tinha apenas 23 anos quando aquela voz forte e singular, ajudada por canções cheias de carisma e apelo pop, tornaram a sua cara famosa em todo o mundo.
Nascida a 14 de setembro de 1983, Amy não se estreou, contudo, com Back To Black . Para trás ficara já Frank , a estreia mais convencional, ainda sem a mão de Mark Ronson na produção, e cujo título se ficou a dever à admiração da cantora por Frank Sinatra. Filha de uma família judia – pai taxista e mãe farmacêntica – Amy afirmava, nas poucas entrevistas que deu, que a religião não desempenhava um papel importante na sua vida, apesar de valorizar os rituais que lhe permitiam passar mais tempo com os pais. Quando se tornou extremamente popular, e quando os primeiros problemas se tornaram públicos, o pai saiu muitas vezes em sua defesa, na imprensa inglesa, funcionando como um “escudo” da filha.
Mitch Winehouse chegou mesmo a pedir aos fornecedores de “crack” que deixassem de vender droga a Amy, lembrando que, na sequência de lhe ter sido diagnosticado um enfisema pulmonar, a vida da cantora seria posta em risco caso ela não deixasse de consumir estupefacientes e até de fumar.
Comparar entrevistas de Amy Winehouse em promoção de Frank e assistir à sua progressiva deterioração, fruto do vício em álcool e drogas pesadas, é como ver duas pessoas distintas. Em Back To Black , e mercê também de um casamento tempestuoso com Blake Fielder-Civil, Amy surgia como uma figura extremamente magra, com uma “colmeia” de cabelo desalinhado e uma aparência cada vez menos saudável – uma mistura das girls groups dos anos 60 e do heroin chic dos anos 90.
Quantas mais notícias escandalosas surgiam envolvendo Amy, contudo, mais Back To Black prosperava nos topes de venda. O segundo disco da inglesa chegou mesmo a brilhar nos Grammys, ganhando o prémio de Álbum do Ano e consolidando assim algo que muitas vezes escapa aos artistas britânicos: o sucesso no mercado norte-americano.
O futuro podia ter sido brilhante para a mulher que, em 2008, cambaleou e sussurrou frente a 90 mil pessoas, no Rock In Rio Lisboa. Mas as notícias de que estaria a trabalhar num disco novo e mesmo a digressão que este ano a traria a Portugal sucumbiram perante a falta de força que evidenciou no primeiro concerto da tour: em Belgrado, mostrou tanto desnorte em palco que os jornais locais consideraram aquele espetáculo o pior da história do país. Há quem garanta que Amy não queria entrar em palco, quem diga que tudo foi feito para manter a bebida longe dos camarins e quartos de hotel da cantora. Mas, perante as evidências, os seus representantes acabaram por cancelar a digressão – incluindo o concerto no Sudoeste TMN, onde foi substituída por Snoop Dogg – e prometer que dariam a Amy “o tempo que fosse necessário” para que ela recuperasse a sua saúde. Poderia demorar anos, dizia-se à boca pequena.
Quando Amy morreu, o seu pai, que entretanto lançara também um disco, encontrava-se a caminho de Nova Iorque, para atuar num festival jazz. Apesar do desejo de ter filhos – “Sei que tenho talento, mas não fui posta cá para cantar. Fui posta cá para ser esposa e mãe e olhar pelos meus filhos”, disse em entrevista – Amy não deixa descendência.
A última aparição pública de Miss Winehouse foi na passada semana, no Festival iTunes, em Londres, apoiando a sua afilhada Dionne Bromfield, de apenas 15 anos, em palco, e convidando o público a comprar o disco da adolescente.
A mulher cuja mãe contava, na biografia da filha, nunca ter sido “uma criança fácil”, morreu hoje, 23 de julho de 2011, aos 27 anos. A música perdurará, para quem a saiba e queira estimar – mais do que Amy, possivelmente nem sempre rodeada dos amigos mais extremosos, se estimou a si mesma.
Foto de Rita Carmo/Espanta Espíritos
Ler mais:
http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=bz.stories/75316#ixzz1SyPkzcc5
| melhores posts…. | |||||||||
Top Bumbuns 2010
|
|
![]() Lingerie Day |
Escrivã Despida |
|
Os 100 maiores momentos da TV !
Como foi feita a propaganda do ELVIS na C&A
Slash vira desenho animado em filme da Disney
10 vídeos para ver antes de morrer
A pior cobrança de falta de todos os tempos
Músico do Angra acusa Parangolé de plágio via Twitter
Ladrão de PM Goiano é preso no Rio de Janeiro
Inri Bieber – a Versão Mística de Baby
Tragédia em Realengo
Britney Spears COCO E XIXI
Zangief Kid: menino que sofreu bullying em vídeo na internet ganha jogo
As várias faces de REBECCA BLACK – FRIDAY
Noivos se casam de Shrek e Fiona no RS e causam polêmica com Igreja
Jô Soares cai em seu programa após sua cadeira quebrar

























